Existe um ditado que diz: “quem procura, acha”. De fato, é uma verdade quase absoluta e existem “N” fatores que comprovam isso. O problema está inserido quando começamos a levar isso como uma filosofia de vida exata e sem exceções, achando que se deixarmos de procurar certas coisas, nós nunca vamos encontrar. Nem tudo que encontramos nessa vida é graças ao fato de estarmos procurando.
Até certa fase da minha vida eu procurei cegamente a felicidade, o amor real, sentimentos sem segundas intenções. De tanto insistir em locais errados, eu acabei desistindo disso tudo e fiquei convencido de que, uma vez que eu não queria mais procurar essas coisas, eu jamais as encontraria em qualquer momento da minha vida. Outra vez, nessa minha vida cheia de ensinamentos, eu me enganei! Quando eu menos esperava, quando cheguei a pensar que tudo o que eu buscava e sonhava não passava de míseras ilusões e mentiras, eu fui surpreendido. A felicidade, o bem estar, a paz e o amor puro chegaram até mim, como se quem estivesse a me procurar fossem eles, e não eu.
Fui encontrado por aquilo que buscava, “por acaso”. Existem momentos nessa vida que é necessário deixar se surpreender. Não digo desistir de tudo, jogar as coisas para o ar e simplesmente viver a vida sem rumo! Quero dizer que existe uma hora que a gente deve dar um tempo nas buscas mais cegas. Porque, nem tudo quanto encontramos nessa vida está ligado ao fato da nossa procura incessante. As vezes, estamos procurando em tantos lugares e seguindo tantos mapas, que não paramos para ver que o resultado de nossa busca está ali, bem do nosso lado, tentando achar um espaço para nos surpreender.
Tudo em excesso é prejudicial. A procura cega, incessante e sem rumo, com coordenadas erradas, também é prejudicial. Sejamos inocentes, sejamos suscetíveis as surpresas, sejamos livres.